EP idiom of the week (#140): ver-se grego para

Afastando-nos da Europa Ocidental para dar uma passeata pelas Ilhas Gregas (porque todos merecemos uma pausa!), encontramos aqui a segunda das três expressões idiomáticas de que vos falei.

Ver-se grego para [+ verbo]” significa fazer algo com muita dificuldade, terminar uma atividade ou resolver um problema com imenso esforço. A origem desta expressão passa ou pelas dificuldades que os intelectuais ocidentais sempre tiveram na aprendizagem da língua grega, e na posterior associação da palavra grego a algo diferente do habitual, difícil de compreender (e logo estranho).

santorini-ilha-grecia-0617-1400x800

Continue reading

Advertisements

EP idiom of the week (#139): para inglês ver

Hoje e nas próximas duas semanas, apresentar-vos-ei três artigos com expressões idiomáticas utilizadas pelos portugueses e associadas a nacionalidades, tal como “à grande e à francesa”.

A expressão de hoje, “para inglês ver“, significa fazer algo só por aparência, ou fazer um trabalho, atividade ou tarefa sem muita convicção ou empenho, focando as atenções nas aparências; também se utiliza quando se faz algo que tem pouca utilidade para as pessoas que nos rodeiam, mas que serve para impressionar alguém fora no nosso círculo habitual.

para_ingles_ver
Para inglês ver. Fonte: Teclasap.com.br

Continue reading

EP word of the week (#138): x-a[c]to

Hoje, deixo-vos com uma palavra que é bastante conhecida, mas cuja etimologia muitas pessoas desconhecem. O x-ato (ou x-acto, na antiga ortografia) – lê-se “xis ato”, com o som do s a para de “sh” para “z” por ser seguido de vogal – é um utensílio composto por uma lâmina fina e bastante afiada, utilizado normalmente para cortar papel e cartão (ou outros materiais flexíveis e fáceis de cortar) com linhas perfeitas (normalmente com a ajuda de uma régua).

O x-ato têm este nome por ser também o nome de uma marca inglesa que os fabricava (x-ACTO), um processo semelhante ao que criou as palavras taparuere e gilete.

47029-254x203

Continue reading

EP idiom of the week (#137): coisas do arco-da-velha

Ora aqui está está uma expressão que, apenas de não muito utilizada, é relativamente bem conhecida: quando falamos em [as] coisas do arco-da-velha, estamos a falar de algo uma história muito complicada, com características insólitas. Normalmente, utiliza-se quando queremos falar de coisas incríveis, inesperadas ou inacreditáveis!

[O] Arco-da-velha é apenas uma forma diferente (e antiga – muito antiga), i.e. um sinónimo, de {o] arco-íris, o arco que se vê no céu às vezes quando chove, criado pela interação de gotículas de água com a luz do Sol.

2282697-bigthumbnail

Continue reading

EP word of the week (#136): sanita

Bom dia / Boa tarde / Boa noite (dependendo de onde estiverem) a todos! Espero que tenham tido uma boa semana!

A Palavra do Dia de hoje vem no seguimento de um artigo de há um mês sobre [a] casa de banho, uma das partes/divisões de uma casa no português europeu. Hoje, debruçamo-nos sobre a (ou sentamo-nos na, como vos der mais jeito haha) sanita, o ponto central de qualquer casa de banho! No Brasil, chamam-lhe, entre vários nomes, [o] vaso (sanitário) ou [a] privada.

jpg_e802bf825a00905e28e3951c3f90cdec
Uma sanita de porcelana.

Continue reading

EP idiom of the week (#135): ficar a ver navios

A expressão desta semana tem muito a ver com a “identidade” portuguesa (ou, pelo menos, os clichés de identidade que insistimos em repetir). Um deles é a ligação de Portugal com o mar, que apesar de ser bastante verdadeira (uma grande parte da história portuguesa esteve associada ao mar, e atualmente é nas zonas metropolitanas junto ao litoral que vive a maioria dos portugueses), não deixa de esconder que a vida de muitas pessoas foi e continua a ser passada num interior bastante longe do Atlântico (apesar de cada vez menos comuns, as histórias de pessoas que saíam das suas aldeias e viam o mar pela primeira vez na chegada às grandes cidades da costa continuam a fazer parte da história falada de várias famílias).

De qualquer maneira, a expressão de hoje, ficar a ver navios (traduzida em inglês, staying put while watching ships [pass you by]significa, como refere o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, “«algo que não vem», «não conseguir o que se deseja», «sofrer uma deceção» , «não obter o que desejava», «ser ludibriado», «enganado»” [1].

o-original
Uma nau, um dos barcos mais emblemáticos dos Descobrimentos Portugueses.

Continue reading

EP word of the week (#134): lixívia

Em primeiro lugar, nesta primeira Palavra da Semana do ano, não posso deixar de começar por desejar a todos um Feliz Ano Novo! Espero que 2018 seja um ano cheio de novas aventuras, desafios e momentos memoráveis!

Para não vos ocupar muito tempo neste início de ano, a Palavra de hoje é bastante comum e serve apenas para terem acesso a mais vocabulário sobre coisas do dia-a-dia. [A] lixívia é o químico utilizado no branqueamento das roupas; em Portugal, é vendida em forma líquida e utilizada pelas famílias para limpar manchas na roupa ou branqueá-la (sempre com o cuidado de não deixar roupa colorida perder a cor!).

3251-1014510-single20hero20product_cif20liquido20com20lixvia_pt

Continue reading

The Top 10 most viewed articles of 2017: a countdown

Hello, everyone! Olá a todos!

I hope you’re enjoying these last few days of 2017 and getting ready to start the year with the right foot (entrar com o pé direito, as we say in Portuguese).

Today, as a sort of capper to the year, I bring you a countdown of the top 10 most viewed articles on the blog for the whole year! I hope you enjoy revisiting them and that you keep reading in the new year! Thanks again for your support, and let’s get started!

Continue reading

EP word of the week (#133): prego / bitoque

Depois da ceia de Consoada/Natal, onde é costume comer sempre muito, fiquei com vontade de escrever um artigo sobre comida para vos deixar com água na boca para o Ano Novo (que espero vos traga muita saúde, diversão e se possível uma viagem até Portugal para praticarem a língua)!

As Palavras do Dia de hoje são particularmente especiais porque serem tão comuns/tradicionais – vão vê-las em qualquer tasca e restaurante português que se preze!

Para além disso, são duas versões diferentes do mesmo prato, um bife ou febra (normalmente a carne é de vaca, mas tecnicamente pode ser de qualquer animal que permita obter um corte fino) cozinhado/a na frigideira e servido no pão ([o] prego) ou no prato, com acompanhamento de batata frita, arroz, salada e um ovo estrelado ([o] bitoque).

bitoque500-375

Continue reading